Para o especialista Alex Nabuco dos Santos, investidores estrangeiros e o olhar sobre o Brasil têm revelado uma maturidade crescente no que diz respeito à compreensão das oportunidades existentes no hemisfério sul. A posição estratégica do país como um dos principais produtores de bens essenciais e o seu vasto mercado consumidor interno criam uma base sólida para o aporte de capital internacional. Siga a leitura e veja que, embora existam desafios macroeconômicos, o setor imobiliário brasileiro continua a ser visto como um ativo de refúgio e valorização, especialmente em segmentos que atendem à nova economia digital e à logística de distribuição.
Fatores que atraem investidores estrangeiros e o olhar sobre o Brasil
A atração de capital externo para o território brasileiro não é um fenômeno isolado, mas sim o resultado de uma análise comparativa global. Em tempos de incerteza nos mercados desenvolvidos, as economias emergentes que apresentam recursos naturais abundantes e uma demografia jovem ganham destaque. O Brasil, especificamente, oferece um diferencial de rentabilidade que muitas vezes supera as opções disponíveis na Europa ou na América do Norte, atraindo fundos de pensão e investidores institucionais.
Segundo Alex Nabuco dos Santos, a diversificação cambial é um dos principais motores desse interesse. A entrada de recursos em moeda forte permite que o investidor estrangeiro adquira ativos de alta qualidade por um valor competitivo, capturando tanto a valorização do imóvel quanto a potencial recuperação da moeda local. Assim, o olhar internacional sobre o Brasil foca-se na resiliência de ativos reais que possuem utilidade prática e demanda constante, independentemente das oscilações de curto prazo da bolsa de valores.
O potencial dos ativos reais para investidores estrangeiros e o olhar sobre o Brasil
Dentro do panorama imobiliário, certos nichos destacam-se pela sua capacidade de gerar fluxos de caixa estáveis. Os galpões logísticos e as lajes corporativas de alto padrão (Triple A) são os alvos preferenciais do capital externo. Com a expansão do comércio eletrônico e a necessidade de cadeias de suprimentos mais eficientes, o investimento em infraestrutura logística tornou-se uma prioridade para quem deseja participar no crescimento do consumo
Como alude Alex Nabuco dos Santos, a profissionalização da gestão imobiliária no país foi um passo decisivo para aumentar a confiança do capital estrangeiro. O empresário indica que a adoção de padrões internacionais de auditoria e transparência facilita a entrada de grandes players que exigem segurança jurídica e governança robusta. O mercado brasileiro deixou de ser um destino especulativo para se tornar um pilar de estabilidade em portfólios globais diversificados, onde a tangibilidade do ativo imobiliário oferece a proteção necessária contra a inflação global.

Sustentabilidade e ESG como diferenciais competitivos
Em 2026, a agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) deixou de ser uma opção para se tornar um requisito obrigatório para qualquer investimento internacional. Investidores europeus e americanos, em particular, priorizam projetos que apresentem certificações de sustentabilidade e que promovam um impacto positivo nas comunidades locais. O Brasil, com a sua matriz energética limpa e vasta biodiversidade, possui uma vantagem competitiva natural para liderar este movimento no sector imobiliário.
Como indica Alex Nabuco dos Santos, o desenvolvimento de edifícios inteligentes que reduzem o consumo de água e energia é fundamental para atrair o “capital verde”. A valorização de ativos sustentáveis é superior, pois estes garantem menores custos operacionais e uma menor taxa de vacância ao longo do tempo. Dessa forma, o olhar dos investidores estrangeiros sobre o Brasil está cada vez mais atento à capacidade das empresas nacionais em aliar rentabilidade financeira com responsabilidade socioambiental, criando um ciclo virtuoso de desenvolvimento.
Desafios regulatórios e o futuro do capital internacional
Apesar do otimismo, a manutenção do fluxo de capital externo depende da continuidade de reformas estruturais que simplifiquem o sistema tributário e garantam maior agilidade burocrática. A clareza nas regras de repatriamento de lucros e a estabilidade dos marcos regulatórios são pontos que os investidores monitorizam de perto antes de realizar aportes de longa duração. A confiança é um ativo sensível, construído ao longo de anos, mas que exige manutenção constante através de políticas públicas coerentes.
Como resume Alex Nabuco dos Santos, a modernização dos sistemas de registo de imóveis e a digitalização dos processos judiciais são avanços que tornam o Brasil muito mais atraente. O empresário destaca que, quanto menor for a “fricção” para entrar e sair do mercado, maior será a liquidez e a disposição dos investidores estrangeiros em apostar no potencial brasileiro. O Brasil possui todas as ferramentas para consolidar-se como o principal destino de investimento na América Latina, desde que mantenha o foco na segurança jurídica e na transparência institucional para os anos vindouros.
Autor: Mibriam Elhora