Consórcio ou financiamento? Veja com Tiago Oliva Schietti como comparar o custo total antes de contratar

Raphael Delcourt
Raphael Delcourt
Tiago Oliva Schietti

O consórcio e o financiamento surgem quase sempre lado a lado quando alguém decide comprar um imóvel, um carro ou equipamentos para ampliar um negócio. A escolha entre as duas modalidades costuma ser resumida ao valor da parcela mensal, mas essa leitura simplificada deixa de fora fatores que alteram bastante o resultado final do contrato.

O empresário Tiago Oliva Schietti ressalta que ignorar essas variáveis é um dos erros mais recorrentes entre quem busca crédito. Pensando nisso, a seguir, detalharemos um método prático para comparar consórcio e financiamento, além da parcela inicial, levando em conta juros, taxas, prazos e o custo de oportunidade do dinheiro.

Por que o valor da parcela não conta toda a história?

Já de início, Tiago Oliva Schietti apresenta que o financiamento embute juros compostos que crescem conforme o prazo se estende, enquanto o consórcio distribui o custo entre taxa de administração, fundo de reserva e correção monetária do saldo devedor. Duas parcelas parecidas no papel podem representar custos totais muito diferentes ao final do contrato. 

Logo, comparar apenas a mensalidade inicial esconde essa diferença e leva a decisões baseadas em números incompletos. O comprador costuma olhar para o que cabe no orçamento mensal e esquece de projetar o valor total pago até a quitação. Entretanto, essa projeção é o que separa uma escolha informada de uma decisão guiada apenas pela pressa de fechar negócio.

Como comparar o custo total do consórcio e do financiamento?

O primeiro passo é somar tudo o que será pago até o fim do contrato, não apenas o número de parcelas multiplicado pelo valor atual. Nesse ponto, Tiago Oliva Schietti remete que é preciso incluir taxas administrativas, seguros obrigatórios, correção monetária projetada e eventuais lances ou amortizações extraordinárias. Só essa soma revela o custo efetivo de cada modalidade. Isto posto, para tornar essa comparação mais objetiva, vale organizar os contratos lado a lado, observando pontos específicos:

  • Taxa de juros efetiva ou taxa de administração total do consórcio;
  • Prazo total até a quitação e impacto da correção monetária acumulada;
  • Custos de seguros, tarifas de contratação e taxas de adesão;
  • Flexibilidade para quitar antecipadamente ou usar lances sem penalidade excessiva;
  • Tempo estimado até o recebimento do bem, no caso do consórcio.
Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Essa organização em planilha simples já evita boa parte das armadilhas contratuais, porque transforma promessas verbais em números comparáveis lado a lado.

O papel do prazo e da liquidez na decisão

O financiamento oferece a posse imediata do bem, o que tem valor para quem precisa usá-lo desde já para gerar renda ou resolver uma necessidade urgente, como pontua Tiago Oliva Schietti. O consórcio, por outro lado, costuma ter parcelas menores e ausência de juros bancários, mas exige paciência até a contemplação por sorteio ou lance, o que nem sempre se encaixa no momento do comprador.

Dessa maneira, avaliar o prazo real de espera, e não apenas o prazo contratual, ajuda a entender se o consórcio compensa financeiramente diante da urgência da compra, conforme elucida o empresário Tiago Oliva Schietti. Inclusive, essa análise de liquidez costuma pesar tanto quanto o custo em juros na decisão final.

O que considerar sobre o perfil do comprador?

O perfil financeiro de quem contrata também pesa na conta. Quem tem reserva para dar entrada e prefere previsibilidade total no valor das parcelas tende a se beneficiar mais do financiamento, mesmo pagando juros, porque elimina a incerteza do prazo de contemplação. Já quem consegue esperar e prioriza reduzir o custo total do bem encontra no consórcio uma alternativa mais barata ao longo do tempo.

Comparar consórcio e financiamento exige ir além da parcela e olhar para o custo total projetado, os prazos reais e a liquidez que cada modalidade oferece. No final, essa análise ampliada é o que diferencia uma contratação vantajosa de um compromisso financeiro que pesa além do esperado nos anos seguintes.

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